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29 Julho 2009

O episódio gerado estes dias em torno de José Augusto Marques e Jorge Baptista, narrador e comentador destacados pela SIC para o Benfica-Atlético de Madrid da semana passada, é deplorável. Deplorável, em parte, pela substância: tanto um como outro deixam clara a inveja em relação ao protagonismo de João Malheiro. E deplorável, no resto, pela própria existência do caso, originado pela vingança daqueles que decidiram defender Malheiro através da exposição pública de uma conversa privada.
Os palavrões não interessam. O marialvismo ainda menos. Onde quer que haja dois homens sozinhos e duas loiras desfilando em frente, as possibilidades de haver marialvismo e palavrões são grandes (em todas as actividades, em todas as classes sociais, em todas as idades). O que esta história nos mostra, principalmente, é que o YouTube precisa de regulação. E que, enquanto ninguém o regular, crimes como este (o da exposição de uma conversa privada, entre outros) continuarão a ser praticados todos os dias um pouco por todo o mundo.
De resto, apenas ficámos a saber que, entre os jornalistas que acompanham o futebol, grassam a inveja para com qualquer esboço de êxito por parte de outros e o ressentimento para com as condições de trabalho de que se dispõe. O que seria novidade se não fosse assim entre os restantes jornalistas também. E, aliás, entre os advogados, os médicos, os ladrilhadores e as lavadeiras do rio.

CRÍTICA DE TV ("Crónica TV"). Diário de Notícias, 29 de Julho de 2009

publicado por JN às 09:18

É tudo verdade, mas a partir do momento em que esses dois senhores estão a trabalhar numa televisão, não se podem dar ao luxo de dizer tudo o que lhes apetece. Mais, se fosse verdade o que diziam, então, Jorge Batista não se sentia na necessidade de emitir um pedido de desculpas. Cumprimentos
Manel-apunchdrunk a 6 de Setembro de 2009 às 22:29

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Joel Neto nasceu em Angra do Heroísmo, em 1974. Publicou “O Terceiro Servo” (romance, 2000), "O Citroën Que Escrevia Novelas Mexicanas” (contos, 2002), “Al-Jazeera, Meu Amor” (crónicas, 2003) e “José Mourinho, O Vencedor” (biografia, 2004). Está traduzido em Inglaterra e na Polónia, editado no Brasil e representado em antologias em Espanha, Itália e Brasil, para além de Portugal. Jornalista, tem trabalhado... (saber mais)
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