ler mais...
29 Março 2010

Se há uma coisa passível de ser lamentada, no que diz respeito ao novo canal Q (a partir desta noite, na posição 15 do Meo), é a sua exclusividade num operador. Mais uma vez, e tal como aconteceu com o Canal Benfica ou a TVI 24, uma boa parte dos telespectadores é deixada de fora, com a única alternativa de contratar novo distribuidor (perdendo assim os canais exclusivos do distribuidor original). Por outro lado, as Produções Fictícias são uma produtora privada, a quem não se pode pedir que desmonte sozinha as idiossincrasias do sistema capitalista. Aguentemo-lo, pois.

Porque, de resto, são só vantagens. Não é verdade que tudo o que sai das Produções Fictícias seja bom: com a diversificação da oferta, a empresa de Nuno Artur Silva tem ligado o seu nome a um número crescente de flops, tanto em termos de público como em termos de qualidade. Mas trata-se, em qualquer caso, de uma plataforma única em Portugal para o exercício da criatividade. Aliás, se alguma vez for mesmo preciso dividir a história do humor português entre um “antes” e um “depois”, a fronteira estará exactamente na criação das Produções Fictícias, de onde não só saíram os Gato Fedorento, como o Contra-Informação ou os textos para a melhor fase de Herman José.

E, entretanto, há o modelo interactivo do canal, que permite ao Meo mais um significativo salto no desenvolvimento da sua plataforma. Com o Q, a gravação simplesmente deixa de ser uma prerrogativa marginal para passar a ser uma opção tão lógica como o visionamento em contínuo. Daí que aquilo que se faz esta noite é também, de alguma forma, História. E é uma honra assistir à sua marcha.

CRÓNICA DE TV ("Crónica TV"). Diário de Notícias, 29 de Março de 2010

publicado por JN às 23:26

A mudança no humor é marcada pela criação da pf???? oh deuses então o que é que foi o tal canal?! e o hermanias?! e o humor de perdição?! totalmente escritos pelo herman e completamente revolucionarios?! estes críticos andam a precisar de um disco novo... é que este pifou de vez.... Essa memória precisa de uma ajudinha... vejam as "Divinas comedias" que esta agora a passar de novo na rtp.
Cumprimentos,
Mariana
Mariana Brito a 31 de Março de 2010 às 20:48

pesquisar neste blog
 
joel neto

Joel Neto nasceu em Angra do Heroísmo, em 1974. Publicou “O Terceiro Servo” (romance, 2000), "O Citroën Que Escrevia Novelas Mexicanas” (contos, 2002), “Al-Jazeera, Meu Amor” (crónicas, 2003) e “José Mourinho, O Vencedor” (biografia, 2004). Está traduzido em Inglaterra e na Polónia, editado no Brasil e representado em antologias em Espanha, Itália e Brasil, para além de Portugal. Jornalista, tem trabalhado... (saber mais)
nas redes sociais

livros

"O Terceiro Servo",
ROMANCE,
Editorial Presença,
2000
saber mais...


"O Citroën Que Escrevia
Novelas Mexicanas",
CONTOS,
Editorial Presença,
2002
saber mais...


"Al-Jazeera, Meu Amor",
CRÓNICAS,
Editorial Prefácio
2003
saber mais...


"José Mourinho, O Vencedor",
BIOGRAFIA,
Publicaçõets Dom Quixote,
2004
saber mais...


"Todos Nascemos Benfiquistas
(Mas Depois Alguns Crescem)",
CRÓNICAS,
Esfera dos Livros,
2007
saber mais...


"Crónica de Ouro
do Futebol Português",
OBRA COLECTIVA,
Círculo de Leitores,
2008
saber mais...

arquivos
2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D