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12 Janeiro 2010

Daniela Ruah é – sempre foi – uma mulher telegénica. Quem a via aos 17 anos em Jardins Proibidos, mesmo no pouco relevante papel de amiga da personagem principal (desempenhado por Vera Kolodzig), sabia que havia ali, se não talento, pelo menos beleza e à-vontade em frente às câmaras. Daí que encontrá-la em Investigação Criminal-Los Angeles (SIC), ao lado de uma estrela da dimensão de Chris O’Donnell (Perfume de Mulher e Batman&Robin, entre tantos outros), nos encha de tal ternura que quase nos esquecemos de que nem sequer se trata de uma portuguesa pura e dura, antes de uma nativa de Boston, Massachusetts, EUA.

O problema é que Investigação Criminal-Los Angeles (ou, no original, NCIS: Los Angeles), um pastiche de CSI, é uma série rigorosamente igual às outras todas, copiando a encenação desta, picando os dilemas daquela e roubando um bocadinho da sinopse de inúmeras outras. No máximo, tem uma personagem com graça: a directora de operações Henrietta Lange (interpretada por Linda Hunt), espécie de cruzamento entre as personagens “Monneypenny” e “Q”, da saga 007. Quanto ao protagonista (O’Donnell), não chega propor que seja órfão para fazê-lo mais espesso do que “Horatio Caine” (CSI: Miami) ou, sobretudo, “Mac Taylor” (CSI: Nova Iorque).
De resto, o genérico parece dos anos 90, a realização idem aspas, a banda sonora pouco mais do que isso – e a intriga, claro, deixa-se desvendar bem antes daquilo que o realizador pretenderia. De maneira que, no meio disto tudo, o ligeiro overacting de Daniela Ruah passa muito bem, obrigado. Uma mulher linda com um olho de cada cor – quem podia pedir mais para uma série assim?

CRÍTICA DE TV ("Crónica TV"). Diário de Notícias, 12 de Janeiro de 2010

publicado por JN às 23:28

Não sei como não podemos deixar de estar contentes por neste país que não ata nem desata, vermos alguns de nós lá fora a singrar a trabalhar e a lutar por aquilo em que acredita, não é o que todos queremos para nós realizarmos os nossos objectivos.Fico contente que os portugueses vão sendo galardoados pelo mundo fora, é assim tão dificil ficarmos felizes pelos outros.
Laurinda Lima Luz a 23 de Novembro de 2010 às 15:57

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Joel Neto nasceu em Angra do Heroísmo, em 1974. Publicou “O Terceiro Servo” (romance, 2000), "O Citroën Que Escrevia Novelas Mexicanas” (contos, 2002), “Al-Jazeera, Meu Amor” (crónicas, 2003) e “José Mourinho, O Vencedor” (biografia, 2004). Está traduzido em Inglaterra e na Polónia, editado no Brasil e representado em antologias em Espanha, Itália e Brasil, para além de Portugal. Jornalista, tem trabalhado... (saber mais)
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