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24 Dezembro 2009

O elemento mais importante de Ídolos é o júri, como muito bem aqui dizia ontem o Nuno Azinheira – e, antes dos apresentadores, ainda vêm os concorrentes. É essa a lógica do formato – e é ainda mais claramente essa a lógica da versão portuguesa. Para João Manzarra e Cláudia Vieira, na verdade, não resta senão o mesmo papel que, no boxe, têm aquelas raparigas esculturais que se passeiam pelo ringue, imediatamente antes de a campainha voltar a tocar, erguendo uma placa com o número do assalto seguinte.

Nesse sentido, claro, Cláudia leva vantagem sobre o partenaire. Para ler pivots a correr, ter uma cara bonita basta – e Cláudia Vieira é uma das mais bonitas figuras televisivas da sua geração (embora não especialmente telegénica, aspecto em que perde, por exemplo, para Diana Chaves). Daí que se torne constrangedor assistir a tentativas de legitimação de carisma como a que protagonizou um destes dias, quando, explorando o facto de estar grávida, pegou num DVD com uma ecografia ao seu próprio útero e o presenteou ao colega.
Também Catarina Furtado se despedia dos espectadores, em Dança Comigo, apontando para a barriga e dizendo: “Nós voltamos para a semana.” Também Alexandra Lencastre usou a barriga grávida para fazer publicidade, nos anos 90. Mas, se ambas foram pindéricas ao fazê-lo, ao menos fizeram-no por fama ou por fortuna – e, como a lógica de Ídolos não a deixará nunca ter mais protagonismo do que já tem, Cláudia Vieira está a fazê-lo absolutamente por nada.

CRÓNICA DE TV ("Crónica TV"). Diário de Notícias, 24 de Dezembro de 2009

publicado por JN às 23:56

Joel,as pessoas perderam as estribeiras mentais!Oferecer um DVD com ecografia ao colega?!!!Mas que mau!Eu tenho visto pouca TV mas reparei que nos poucos canais que tenho deram alguns westerns que gostava de ter visto...E ontem vi parte do filme Sexo e a cidade,eu gostava da série...mas desisti a meio do filme,não há pachorra!

Um Feliz Natal e Bom Ano Novo!!
:))
Belinha a 26 de Dezembro de 2009 às 11:46

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joel neto

Joel Neto nasceu em Angra do Heroísmo, em 1974. Publicou “O Terceiro Servo” (romance, 2000), "O Citroën Que Escrevia Novelas Mexicanas” (contos, 2002), “Al-Jazeera, Meu Amor” (crónicas, 2003) e “José Mourinho, O Vencedor” (biografia, 2004). Está traduzido em Inglaterra e na Polónia, editado no Brasil e representado em antologias em Espanha, Itália e Brasil, para além de Portugal. Jornalista, tem trabalhado... (saber mais)
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